Educadores promovem live com o tema: Como você se protege? Como você se sente protegido?

Essas duas perguntas foram o tema da Live deste mês de setembro do Grupo de Adolescentes do CRAMI. Com transmissão nas plataformas do Facebook e do Youtube, no dia 22/09, os educadores Paulo Silva, Rafael Teodoro, Carlos Silva e a educadora Thaís Mello conversaram com os adolescentes sobre seus direitos fundamentais e como esses direitos devem garantir sua proteção.

 

Os adolescentes e as famílias atendidas pelo CRAMI também participaram de uma pesquisa realizada pelos educadores, para dizerem, diante das opções apresentadas, como essas pessoas se sentem mais protegidas. O resultado revelou que, para 60% dos respondentes, a família é o lugar onde elas se sentem mais seguras, o que reforça ainda mais a importância do trabalho do CRAMI, como serviço da assistência social, que atua no atendimento às famílias em situação de vulnerabilidades múltiplas e busca fortalecer os vínculos familiares.

Para quem quiser assistir à live, está disponível em nosso canal no Youtube e em nossa página no Facebook.

Grupo Viver Bem faz primeiro encontro virtual

Já é de conhecimento de todos que a pandemia fez as equipes de trabalho se reinventarem para promoverem os grupos que costumavam acontecer de forma presencial no CRAMI. No dia 03 de setembro, o grupo Viver Bem, voltado para mulheres, teve seu primeiro encontro após um hiato devido a Covid-19.

“Para chegarmos a esse momento, inicialmente a comissão organizadora fez contatos telefônicos para verificar a condição de acesso à internet, sempre preocupados em fazer um trabalho inclusivo e acolhedor”, explica o psicólogo do CRAMI, Jefferson Bertholini, que participa da comissão junto com a assistente social Tatiane Soares dos Santos e o educador social Rafael Nascimento.

A atividade de reinauguração foi de alongamento, comandada pelo educador Rafael. “Entendemos que o tempo de isolamento/distanciamento dificultou a realização de atividades físicas, além de ser bem relaxante”, afirmou Rafael.

“Sendo um grupo formado essencialmente por mulheres, em que o diálogo gira em torna do feminino, das questões e dilemas da mulher no mundo, nós dois fomos muito bem recebidos e acolhidos. É muito legal ver um grupo que se permite ao novo sempre,” avaliou Jefferson a respeito da inclusão de homens no grupo.

O grupo ocorrerá quinzenalmente com as mulheres atendidas pelo CRAMI, na premissa de disponibilizar um lugar de diálogo, cuidado e acolhida.

 

Educadores promovem live sobre violência contra a mulher

A live desse mês de agosto promovida pelo educadores sociais do CRAMI teve como tema “Todos juntos pelo fim da violência contra a mulher”, para marcar o Agosto Lilás, e foi resultado de uma série de atividades reflexivas passadas pelo grupo dos adolescentes e jovens no Whatsapp. A transmissão aconteceu no dia 27/08.

A intenção foi envolver outros públicos, além do atendido pelo CRAMI. A live também contou com a participação de uma convidada, ex-atendimento, que hoje mora no Tocantins e está se formando em Pedagogia, na universidade federal. Foram mostrados indicadores, pesquisas e tipos de violência contra a mulher. As jovens que participam do jiu-jitsu mostraram técnicas de defesa pessoal de como se proteger da violência por meio de vídeos. A live foi finalizada com a poesia “Feminismo nem deveria existir”, de Tawane Theodoro. A live está pública e pode ser vista aqui.

Projeto Ciranda do Saberes inicia oficinas de artes plásticas

No mês de agosto, o Projeto Ciranda de Saberes iniciou mais uma oficina, dessa vez de Artes Plásticas, com o artista Sandro Del Pires. Crianças e adolescentes de 6 a 15 anos que gostam de desenhar e pintar foram selecionados para receber um kit de material de artes em casa, para acompanhar as oficinas. Entretanto, todas as famílias do CRAMI foram contempladas com os vídeos do artista, nos quais ele ensina os primeiros traçados do desenho do rosto humano e a pintura.

A oficina Poesia Sonora retomou as atividades na quarentena com gravações individuais e logo os resultados da dedicação dos adolescentes e toda equipe envolvida serão publicados.

A oficina O Livro mais importante do Mundo tem acontecido através do contato semanal da oficineira com as crianças e adolescentes e a produção de vídeos pedagógicos que as famílias tem acesso através do Whatsapp e outras mídias.

Prosas trabalha prevenção da violência

Em mais uma atividade online, dessa vez o tema foi a prevenção da violência. Como o CRAMI ganhou 75 máscaras do Grupo Primavera, a ideia era auxiliar as famílias na prevenção da Covid, por meio da doação da máscara, e ao mesmo tempo promover a seguinte reflexão a partir da questão: “Se a máscara previne a Covid, como se previne a violência? O objetivo foi estimular o grupo a falar sobre o assunto e criar uma lista de ações e instrumentos que podem prevenir situações de violência .O grupo chegou na seguinte lista: diálogo, apoio de rede (escola, saúde, assistência, entre outros), autoestima, educação não violenta e a necessidade de ter uma pessoa de apoio. O Prosas aconteceu no dia 26/08, por whatsapp.

Educadores promovem live sobre desigualdade social

Seguindo a tendência das atividades virtuais, os educadores sociais promoveram mais uma live para o grupo de adolescentes, no perfil do Facebook Educadores CRAMI, dessa vez com o tema da desigualdade social. As atividades de preparação da live foram construídas nos grupos de Whatsapp e no perfil em conjunto com os adolescentes. Imagens geradoras foram utilizadas como recurso metodológico para favorecer a leitura de mundo.

A live aconteceu no dia 28/07, no período da tarde. Durante a transmissão, um dos jovens foi convidado a participar ao vivo com os educadores para dialogar sobre a temática e depois a equipe expôs a produção dos demais participantes por meio de imagens. “A interação ao vivo se deu de forma bastante expressiva, com vídeos e músicas temáticas gerando mais de 60 comentários durante o processo. Temos buscado alternativas que envolvam os participantes, mesmo que de forma remota. A ideia é fazer com eles e não para eles”, explicam os educadores sociais. A live foi finalizada com uma poesia de autoria de um dos adolescentes que participa bastante das atividades de educação social do CRAMI.

 

Prosas promove festa julina virtual

E quem disse que não ia ter festa? Teve sim! Cada um na sua casa, com segurança, e cheia de quitutes juninos e muita alegria. A festa julina foi organizada pela comissão do Prosas, grupo que surgiu para fortalecer a vivência no espaço coletivo, propiciar a troca de saberes entre os participantes do grupo e fortalecer vínculos. O evento virtual aconteceu no dia  1º de julho, das 13h30 às 16h.

A atividade foi organizada e articulada previamente com os participantes do Prosas, de forma remota. Na semana da festa, o CRAMI disponibilizou “kits Julinos” para todos os participantes (ingredientes para preparos alimentícios e enfeites juninos confeccionados pelos funcionários em nossa própria instituição) com o objetivo que as famílias organizassem sua própria festa julina.

A iniciativa foi um sucesso. No dia, a atividade realizada contou com muita música, sorteio de brindes, correio elegante, entre outros, tudo ao vivo possibilitando a interação entre os participantes. “Atingimos o principal objetivo do projeto que é fortalecer as relações sócio-comunitárias para o enfrentamento das violações de direitos. Ficamos surpresos com os resultados, foram diversos os registros de vídeos, fotos, além de propiciar um momento de encontro diferente entre o próprio núcleo familiar. Uma das melhores estratégias de atividades remotas conquistadas até aqui”, avaliou a comissão do Prosas que é composta pelos funcionários Alcione Milanez, Fabiana Belintani, Keli Bevilacqua e Paulo Silva.

CRAMI promove debates online em julho

Como todos anos, o CRAMI promove um evento em comemoração ao seu aniversário de fundação. Este ano, no lugar do simpósio ocorrerão debates online na semana de 6 a 10 de julho, com acesso gratuito, a todos que se interessarem pela questão: “O que a pandemia revela a respeito de nós e da desigualdade social?”. 

A transmissão será feita em nossa página no Facebook e em nosso canal no YouTube.

Motivação

Há muito que se discutir sobre a crise global, sanitária e social provocada pela Covid-19 em 2020, pois diante de uma crise, temos sempre como consequência rupturas, e diversos caminhos e possibilidades que podem se abrir. Construir espaços para pensar os possíveis aspectos traumáticos desta experiência nos ajuda a atravessar esse momento e a elaborar os sentimentos mobilizados por aquilo que ainda desconhecemos, que nos ameaça e nos isola.

Pensando sobre isso surgem muitas perguntas que ainda não possuem respostas: O que o confinamento despertou ou virá a despertar em nós? De que forma o lado subjetivo dessa experiência se expressa na história de cada um? Como se vivencia o silêncio e o encontro absoluto consigo? Com o que nos deparamos nesses “desencontros? Como fazemos para cuidar de nós, para que assim possamos cuidar do outro?

Mais que isso: imediatamente, percebemos que o colapso atinge a todos, mas não do mesmo modo.

Quem pode se confinar e onde podem? Estar em casa é sinônimo de estar seguro? De que casa estamos falando?

A emergência sanitária desvela a dramática realidade brasileira, assolada ao longo do tempo, pelas marcas da desigualdade social. A desigualdade que a nada respeita, nesse caso, também não respeita as medidas de isolamento e de mitigação do vírus. O vírus muito potente em seus efeitos, nos coloca diante do abismo que há nas formas de experenciar e de ser afetado – no sentido mais amplo do termo – pela pandemia. E é sobre isso que precisamos conversar!

A proposta do nosso ciclo de debates é, justamente, a de abrir espaço para conversarmos sobre essas contradições, exercitarmos o pensamento crítico, reconhecermos nossa responsabilidade coletiva e de nos nutrirmos de esperança, em meio ao caos.

Programação

06/07 – Segunda-feira – 18h – Abertura do evento

Exposição Secretaria da Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos – Sra. Eliane Jocelaine (Secretária) e Maria Angélica Bossolane Batista (Coordenadora Setorial da Proteção Social Especial de Média Complexidade)

07/07 –  Terça-feira – 18h “O papel das OSCs durante e no pós pandemia”
Lucinio S. Mesquita Felix
Formado em Direito pela PUC-Campinas, advogado militante, especialista em direito de família e com especialização em políticas públicas, assessor jurídico de Organizações da Sociedade Civil e Beneficentes de Assistência Social, foi professor universitário e é palestrante no segmento de violência doméstica e medidas socioeducativas.

08/07 –  Quarta-feira – 14h “Contribuições da psicanálise para enfrentamento da pandemia”
Emília Estivalet Broide
Psicanalista, pós doutoranda em psicologia clínica USP, doutora em psicologia social PUCSP, mestre em saúde pública da USP. Desenvolve atividade clínica em consultório particular e consultorias, supervisão e assessorias nas áreas da saúde educação e assistência social.

09/07 –  Quinta-feira – 18h “Políticas públicas em tempos de pandemia: o papel da saúde neste cenário”
Maria do Carmo Cabral Carpintéro
Médica sanitarista, mestre em Saúde Coletiva pela Unicamp, funcionária aposentada da Prefeitura de Campinas, foi secretária de saúde em Campinas, Várzea Paulista e Amparo. Atualmente professora do curso de medicina da PUC-Campinas.

10/07 – Sexta-feira – 18h – Sala de debates

 

Participe!