CRAMI concede entrevistas sobre violência doméstica

Casos Henry Borel, Ketelen Vitória da Rocha, de seis anos, do Rio de Janeiro ou ainda o caso da menina de 3 anos agredida pela mãe em Campinas repercutem e assustam a sociedade. Assim, no mês de abril,  o CRAMI, como referência no assunto, concedeu entrevistas para alguns veículos de comunicação com o objetivo de esclarecer alguns aspectos desse tipo de violência e destacou a importância de denunciar em caso de suspeita de violência.
Confira as entrevistas, nos links:

Situações de violência como essas trazem à tona o questionamento de como evitar esse tipo de violência contra crianças. ​Segundo a psicóloga do CRAMI, Fabiana Belintani, esse caso traz dois pontos que merecem atenção. O primeiro é a fragilidade das ações de proteção da criança e do adolescente. “Nos assusta ver que os adultos em volta dessa criança não conseguiram interceder para impedir sua morte, incluindo os profissionais da saúde que já haviam lhe atendido em outras situações”, ressalta.

O outro ponto que sempre surge quando casos como o de Henry acontecem é: como conseguimos perceber os sinais da violência na criança para fazer a denúncia? “Essa é uma informação importante, devemos sim trabalhar esse tipo de conteúdo, mas anterior à denúncia, devemos perguntar: por que os adultos batem? Por que a violência ainda é considerada um método educativo?”, questiona Fabiana. Segundo a psicóloga, é preciso fazer um debate sobre essa questão que é bastante cultural e mostra uma relação de poder, em que o adulto tem poder sobre o corpo de uma criança.