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04/07/1985
Fundação CRAMI Campinas
Criado
por um grupo de profissionais de hospitais, postos de saúde,
da rede de atendimento à criança e ao adolescente
e professores universitários, preocupados com a rotina de
situações de crianças que chegavam aos equipamentos,
apresentando marcas de espancamentos, queimaduras, escoriações,
hemorragias internas. Estas crianças muitas vezes chegavam
a óbito, para o que a justificativa dos responsáveis
era de queda ou desatenção da própria criança.
Com
o tempo foi-se construindo um procedimento para a atenção
dos casos encaminhados, em que eram recebidas denúncias de
crianças e adolescentes vítimas de violência
doméstica. Os dados eram colhidos e analisados, então
procedia-se ao atendimento feito pela assistente social no lar das
vítimas, para constatar a real situação e providenciar,
dependendo da gravidade do caso, o encaminhamento da vítima
à Vara da Infância.
O
trabalho desenvolvido pelos profissionais altamente capacitados,
de serviço social do CRAMI, começou a se tornar referência
e também incentivou a abertura de outros CRAMI´S no
estado de São Paulo.
1988
Convênio com o CLAVES (Centro Latino Americano de Investigação
da Violência)
Através
deste convênio, buscou-se desenvolver conceitos científicos,
realizar pesquisas com os dados existentes e elaborar cartilhas
descritivas sobre a questão da prevenção da
violência doméstica e as formas de enfrentamento do
fenômeno: como detectar e o que fazer, tanto para profissionais
da saúde como da educação.
1991
Doação da FEAC (Federação das
Entidades Assistenciais de Campinas)
A FEAC doou um terreno para ser construída a nova sede da
instituição, onde iniciaram-se as obras de construção,
com o apoio financeiro da Gevisa.
1994
Em
1994, a instituição iniciou ações específicas
de prevenção em diversos equipamentos sociais, como
núcleos comunitários, creches e outros espaços
da comunidade que, preocupados com o número de crianças
vítimas de violência, começaram a se mobilizar
e a solicitar do CRAMI mecanismos para detecção do
fenômeno e procedimentos para agir frente a estas situações.
1996
Em 1996, após onze anos de funcionamento do CRAMI e quatro
anos de promulgação do ECA, instalou-se o Conselho
Tutelar no Município de Campinas. É interessante analisar
o papel que a instituição cumpria, muito semelhante
ao Conselho Tutelar, inclusive na própria dinâmica
de disque denúncia e no atendimento às vítimas.
1998
No ano de 1998 foi realizado um seminário em que foi relatado
os projetos desenvolvidos pelo CRAMI, para convidados de Campinas
e região.
2000
Participação
do CRAMI, em Natal, na elaboração do Plano Nacional
Contra o Abuso e Exploração Sexual. No mesmo ano,
o CRAMI realizou a sistematização de todo o seu trabalho
na área de atendimento psicossocial e jurídico a crianças
e adolescentes vítimas de violência sexual, contando
com o apoio e supervisão da UNICEF.
2005
O CRAMI atende 140 crianças e adolescentes incluindo as suas
famílias. A faixa etária dos assistidos é entre
0+ e 17 anos de idade.
Os casos de violência (cerca de 90%), geralmente, são
cometidos contra meninas e o agressor, na maioria das vezes, é
o próprio pai biológico.
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