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Educadores promovem live sobre desigualdade social

Seguindo a tendência das atividades virtuais, os educadores sociais promoveram mais uma live para o grupo de adolescentes, no perfil do Facebook Educadores CRAMI, dessa vez com o tema da desigualdade social. As atividades de preparação da live foram construídas nos grupos de Whatsapp e no perfil em conjunto com os adolescentes. Imagens geradoras foram utilizadas como recurso metodológico para favorecer a leitura de mundo.

A live aconteceu no dia 28/07, no período da tarde. Durante a transmissão, um dos jovens foi convidado a participar ao vivo com os educadores para dialogar sobre a temática e depois a equipe expôs a produção dos demais participantes por meio de imagens. “A interação ao vivo se deu de forma bastante expressiva, com vídeos e músicas temáticas gerando mais de 60 comentários durante o processo. Temos buscado alternativas que envolvam os participantes, mesmo que de forma remota. A ideia é fazer com eles e não para eles”, explicam os educadores sociais. A live foi finalizada com uma poesia de autoria de um dos adolescentes que participa bastante das atividades de educação social do CRAMI.

 

CRAMI promove debates online em julho

Como todos anos, o CRAMI promove um evento em comemoração ao seu aniversário de fundação. Este ano, no lugar do simpósio ocorrerão debates online na semana de 6 a 10 de julho, com acesso gratuito, a todos que se interessarem pela questão: “O que a pandemia revela a respeito de nós e da desigualdade social?”. 

A transmissão será feita em nossa página no Facebook e em nosso canal no YouTube.

Motivação

Há muito que se discutir sobre a crise global, sanitária e social provocada pela Covid-19 em 2020, pois diante de uma crise, temos sempre como consequência rupturas, e diversos caminhos e possibilidades que podem se abrir. Construir espaços para pensar os possíveis aspectos traumáticos desta experiência nos ajuda a atravessar esse momento e a elaborar os sentimentos mobilizados por aquilo que ainda desconhecemos, que nos ameaça e nos isola.

Pensando sobre isso surgem muitas perguntas que ainda não possuem respostas: O que o confinamento despertou ou virá a despertar em nós? De que forma o lado subjetivo dessa experiência se expressa na história de cada um? Como se vivencia o silêncio e o encontro absoluto consigo? Com o que nos deparamos nesses “desencontros? Como fazemos para cuidar de nós, para que assim possamos cuidar do outro?

Mais que isso: imediatamente, percebemos que o colapso atinge a todos, mas não do mesmo modo.

Quem pode se confinar e onde podem? Estar em casa é sinônimo de estar seguro? De que casa estamos falando?

A emergência sanitária desvela a dramática realidade brasileira, assolada ao longo do tempo, pelas marcas da desigualdade social. A desigualdade que a nada respeita, nesse caso, também não respeita as medidas de isolamento e de mitigação do vírus. O vírus muito potente em seus efeitos, nos coloca diante do abismo que há nas formas de experenciar e de ser afetado – no sentido mais amplo do termo – pela pandemia. E é sobre isso que precisamos conversar!

A proposta do nosso ciclo de debates é, justamente, a de abrir espaço para conversarmos sobre essas contradições, exercitarmos o pensamento crítico, reconhecermos nossa responsabilidade coletiva e de nos nutrirmos de esperança, em meio ao caos.

Programação

06/07 – Segunda-feira – 18h – Abertura do evento

Exposição Secretaria da Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos – Sra. Eliane Jocelaine (Secretária) e Maria Angélica Bossolane Batista (Coordenadora Setorial da Proteção Social Especial de Média Complexidade)

07/07 –  Terça-feira – 18h “O papel das OSCs durante e no pós pandemia”
Lucinio S. Mesquita Felix
Formado em Direito pela PUC-Campinas, advogado militante, especialista em direito de família e com especialização em políticas públicas, assessor jurídico de Organizações da Sociedade Civil e Beneficentes de Assistência Social, foi professor universitário e é palestrante no segmento de violência doméstica e medidas socioeducativas.

08/07 –  Quarta-feira – 14h “Contribuições da psicanálise para enfrentamento da pandemia”
Emília Estivalet Broide
Psicanalista, pós doutoranda em psicologia clínica USP, doutora em psicologia social PUCSP, mestre em saúde pública da USP. Desenvolve atividade clínica em consultório particular e consultorias, supervisão e assessorias nas áreas da saúde educação e assistência social.

09/07 –  Quinta-feira – 18h “Políticas públicas em tempos de pandemia: o papel da saúde neste cenário”
Maria do Carmo Cabral Carpintéro
Médica sanitarista, mestre em Saúde Coletiva pela Unicamp, funcionária aposentada da Prefeitura de Campinas, foi secretária de saúde em Campinas, Várzea Paulista e Amparo. Atualmente professora do curso de medicina da PUC-Campinas.

10/07 – Sexta-feira – 18h – Sala de debates

 

Participe!