Posts

Grupo Viver Bem faz primeiro encontro virtual

Já é de conhecimento de todos que a pandemia fez as equipes de trabalho se reinventarem para promoverem os grupos que costumavam acontecer de forma presencial no CRAMI. No dia 03 de setembro, o grupo Viver Bem, voltado para mulheres, teve seu primeiro encontro após um hiato devido a Covid-19.

“Para chegarmos a esse momento, inicialmente a comissão organizadora fez contatos telefônicos para verificar a condição de acesso à internet, sempre preocupados em fazer um trabalho inclusivo e acolhedor”, explica o psicólogo do CRAMI, Jefferson Bertholini, que participa da comissão junto com a assistente social Tatiane Soares dos Santos e o educador social Rafael Nascimento.

A atividade de reinauguração foi de alongamento, comandada pelo educador Rafael. “Entendemos que o tempo de isolamento/distanciamento dificultou a realização de atividades físicas, além de ser bem relaxante”, afirmou Rafael.

“Sendo um grupo formado essencialmente por mulheres, em que o diálogo gira em torna do feminino, das questões e dilemas da mulher no mundo, nós dois fomos muito bem recebidos e acolhidos. É muito legal ver um grupo que se permite ao novo sempre,” avaliou Jefferson a respeito da inclusão de homens no grupo.

O grupo ocorrerá quinzenalmente com as mulheres atendidas pelo CRAMI, na premissa de disponibilizar um lugar de diálogo, cuidado e acolhida.

 

Grupo Viver Bem entrega rosas a participantes

Como uma simples rosa pode fazer a diferença? No grupo Viver Bem a rosa vermelha promoveu muita reflexão e empoderamento. O grupo retornou as atividades na última quinta-feira, dia 06 de fevereiro, e tem o objetivo de reunir mulheres que são atendidas no SESF (Serviço Especializado de Proteção Social a Família) com o propósito de partilhar vivências e fortalecer vínculos. A primeira roda de conversa do ano levantou questões sobre diversas temáticas que perpassam o cotidiano da sociabilidade feminina, bem como histórias de vida e experiências de resistência. Ao fim do encontro, educadora e assistentes sociais do CRAMI entregaram uma rosa vermelha a cada participante com a proposta de se observarem no caminho de volta para casa, os olhares e tratamentos das pessoas, a partir do porte da flor. “Não foi uma surpresa os retornos que tivemos sobre esta experiência. A iniciativa abriu canais de expressão incríveis”, contou a educadora Angélica Brotto.

Já no mesmo dia, uma mulher disse que o cobrador do ônibus lhe deu parabéns, pelo simples fato de portar a flor; e outra disse que notou que foi melhor atendida numa loja.

Segue um trecho do texto escrito por Viviane C. Valentin, integrante do grupo, após o encontro do Viver Bem:

“Tenho que dizer algo pra vocês, mulheres, que dá tempo ao tempo, que pensa que tudo vai passar, vai cessar, mas não é bem assim. Se vocês estiverem sofrendo violência ou está em poder de um homem, dá um sinal, mas não permite que eles faltem com o respeito. Verbalmente também é crime e violência. Palavras doem mais que bater, então não fiquem sem denunciar. Eu, há muito tempo, fui prisioneira desta escravidão. Era maltratada, judiada e sofrida, aparentava ter o dobro da minha idade. Hoje não mais. Sou dona de mim, não deixo ninguém falar por mim, faço minhas escolhas e quando vejo que tem alguém me agredindo com palavras, já me afasto, pois aquela pessoa não é uma boa influência para mim e vai mexer com o meu psicológico. E isso é uma porta de entrada para atrair todas as outras coisas ruins. Então fica a dica para todas as mulheres. Nós merecemos ganhar flores todos os dias e ouvir palavras doces a todo momento. Somos mulheres, somos guerreiras.”